Reposição hormonal: o que você deve considerar inegociável na escolha do seu médico?
A escolha do médico para conduzir a reposição hormonal de uma mulher na perimenopausa e menopausa pode ser um grande desafio para muitas mulheres.
Avaliar com critério e não por impulso é indispensável para que você tenha um tratamento seguro, ético e baseado na ciência.
Considere sempre: a formação e a experiência clínica do médico e a qualidade do acompanhamento a curto, médio e longo prazo.
Mais do que interpretar exames e compreender seu histórico de saúde, o médico escolhido precisa te passar segurança em todas as frentes de tratamento, de forma integrada e individualizada.
Você precisa se sentir vista como um todo e ter total clareza do que é prescrito e cuidado.
Sou a Dra. Karol Thé, especialista em Clínica Médica e Geriatria, com formações complementares em Medicina da Dor, Endocrinologia e Nutrologia.
Na clínica Dra. Karol Thé | Medicina de Precisão e Longevidade, conduzo sua reposição hormonal dentro do programa Ascenda Mais Leve 40+, dedicado às mulheres na perimenopausa e na menopausa.
Tópicos
- Reposição hormonal após os 40: quem eu devo procurar?
- Existe uma médica especializada em menopausa com foco na saúde e longevidade, além da estética?
- Quais especialidades médicas podem conduzir a reposição hormonal?
- Por que os exames vêm normais e os sintomas continuam?
- Quais são as etapas de uma avaliação hormonal individualizada?
- Reposição hormonal bioidêntica ou sintética: quais são as diferenças?
- Posso retomar a reposição hormonal após um efeito colateral?
- Como avaliar a experiência e a credibilidade da médica antes da consulta?
Reposição hormonal após os 40: quem eu devo procurar?
No início da transição para menopausa, a partir dos 40 anos, é comum os exames ainda serem normais, mas sintomas, como fogachos, aumento do peso e névoa mental, já aparecerem, gerando desconforto para muitas mulheres, que não conseguem ser tratadas adequadamente.
Um acompanhamento individualizado, que não se limite à prescrição de hormônios já deve ser dado nessa fase por um profissional que entenda a saúde da mulher como um todo.
Alguns critérios importantes nessa escolha:
- A formação e a experiência clínica do médico;
- Registro de qualificação de Especialista (RQE), que pode ser consultado no portal do Conselho Regional de Medicina (CRM);
- Vivência e tempo de prática clínica no acompanhamento de mulheres na perimenopausa e na menopausa;
- Visão integrada da saúde com foco na longevidade livre de doenças;
- Continuidade do cuidado e acompanhamento ao longo do tratamento.
Quando seu médico tem um ou mais registros de qualificação de especialista (RQE), isso o qualifica como especialista dentro de uma sociedade médica reconhecida pela Associação Médica Brasileira (AMB), o que assegura sua boa formação e conduta.
Existe uma médica especializada em menopausa com foco na saúde e longevidade, além da estética?
Sim. O acompanhamento médico na menopausa deve considerar a saúde da mulher de forma abrangente, para além das mudanças na aparência, na perda do colágeno ou no ganho de peso. Promover longevidade livre de doenças deve ser o objetivo principal de quem cuida da saúde da mulher.
A transição hormonal pode afetar o sono, o metabolismo, ganho de gordura corporal e obesidade, dores no corpo e perda óssea, a saúde muscular, além de perda de memória. Essas mudanças biológicas que vêm com as oscilações e quedas hormonais podem ocorrer simultaneamente e exigem uma investigação clínica profunda e integrada.
No Ascenda Mais Leve 40+, o cuidado se organiza em três frentes: saúde metabólica, equilíbrio hormonal e preservação da massa muscular e óssea, com estratégias terapêuticas individualizadas, voltadas ao controle de sintomas e à promoção da longevidade feminina.
Esse programa tem uma avaliação clínica aprofundada com duração de 1 hora e meia. O cuidado se estende para além do consultório, com acompanhamento de segunda a sexta-feira.
Quais especialidades médicas podem conduzir a reposição hormonal?
Diferentes especialidades contribuem para a avaliação e o acompanhamento da mulher durante a perimenopausa e a menopausa.
| Especialidade | Áreas de atenção |
|---|---|
| Ginecologia | saúde ginecológica |
| Endocrinologia | alterações hormonais e metabolismo |
| Clínica Médica e Geriatria | Saúde global, prevenção, dor, metabolismo, sono, cognição e longevidade |
O diferencial de uma abordagem integrada está na possibilidade de reunir todos os conhecimentos de Clínica Médica, Geriatria, Endocrinologia, Nutrologia e Medicina da Dor para compreender a saúde da mulher de forma mais abrangente. Essa visão permite relacionar as mudanças hormonais às alterações metabólicas, musculares, cognitivas e emocionais da perimenopausa e da menopausa e conduzi-las globalmente, preservando sua reserva funcional e promovendo longevidade com saúde.
Por que os exames vêm normais e os sintomas continuam?
É comum receber mulheres que já passaram por diferentes profissionais, realizaram diversos exames e ainda não encontraram respostas para o que sentem. Uma escuta atenta e uma investigação clínica abrangente são fundamentais para compreender o quadro e definir os próximos passos do cuidado.
O fato é que na fase da transição da perimenopausa, pela presença da oscilação hormonal, é comum os exames tradicionais ainda estarem dentro dos valores de referência.
O médico que atua na saúde da mulher com visão integrativa e funcional, não deve esperar ver alterações nos exames para começar a tratar as mulheres que já apresentam sintomas associados à transição da perimenopausa.
A primeira consulta na clínica tem duração de uma hora e meia, permitindo uma avaliação aprofundada do histórico de saúde, dos sintomas, dos hábitos de vida e dos exames já realizados. Quando necessário, a investigação pode ser ampliada com exames de medicina e nutrição de precisão, que permitem dirigir com mais clareza o tratamento por meio da genética e do metabolismo hormonal.
No programa Ascenda Omnia – Saúde de Precisão, essa investigação integra o mapeamento nutrigenético, o painel metabolômico e a análise do microbioma intestinal, avaliados em conjunto para a construção de estratégias terapêuticas individualizadas.
Quais são as etapas de uma avaliação hormonal individualizada?
A avaliação é estruturada em quatro etapas, desde o primeiro contato até o acompanhamento clínico, com atenção às necessidades individuais de cada mulher.
- Agendamento e orientações iniciais. No primeiro contato, nossa equipe oferece as informações necessárias sobre a consulta e orienta a paciente sobre as próximas etapas do atendimento.
- Acolhimento e avaliação prévia. A equipe de enfermagem realiza o acolhimento inicial e organiza os exames já disponíveis, contribuindo para uma avaliação clínica mais direcionada.
- Consulta médica individualizada. Com duração de uma hora e meia, a consulta permite uma investigação aprofundada do histórico clínico, dos sintomas, dos exames apresentados e é estabelecido qual programa será indicado nessa primeira fase: o Programa Ascenda Mais Leve 40+ ou o Programa Ascenda Omnia - Saúde de Precisão.
- Acompanhamento contínuo. O cuidado se estende para além da consulta, com suporte da equipe de enfermagem de segunda a sexta-feira, e consultas de acompanhamento médico de acordo com o programa de tratamento.
A terapia de reposição hormonal fará parte de um plano individualizado.
A escolha entre tratamentos hormonais e não hormonais considera o histórico clínico e as condições de saúde de cada mulher.
Os dois programas da clínica estão em Programas de tratamento.
Reposição hormonal bioidêntica ou sintética: quais são as diferenças?
A principal diferença entre hormônios bioidênticos e sintéticos está na estrutura molecular de cada um. Os bioidênticos possuem estrutura idêntica à dos hormônios produzidos naturalmente pelo organismo, enquanto os sintéticos apresentam alterações nas suas cadeias químicas estruturais.
A diferença entre eles não significa que uma opção seja mais segura ou eficaz que a outra, entretanto, a escolha deve ser criteriosa e deve obedecer as necessidades clínicas de cada mulher.
A diretriz de 2022 da The Menopause Society reconhece a terapia de reposição hormonal como o tratamento mais eficaz para os fogachos ou suores noturnos associados à menopausa.
Além disso, sabemos do papel dos hormônios sexuais na saúde do cérebro, do coração, do sistema muscular e ósseo e no metabolismo da mulher.
A publicação também esclarece que os riscos e benefícios variam conforme o tipo de hormônio, a dose, a via de administração, o tempo de uso e o momento de início do tratamento.
A escolha do tratamento deve partir de uma avaliação individualizada, que considere os sintomas, o histórico de saúde pessoal, da segurança da via de administração do hormônio e a preferência de cada paciente, sempre baseado na ética e na ciência de ponta.
Posso retomar a reposição hormonal após um efeito colateral?
A possibilidade de retomar a reposição hormonal após efeitos colaterais depende de uma avaliação médica individualizada. Algumas reações podem estar relacionadas à dose ou à via de administração, enquanto outras exigem a suspensão do tratamento e uma investigação mais aprofundada.
Alterações como queda de cabelo, acne, mudanças na voz e sangramentos inesperados merecem atenção. É importante compreender a causa real desses sintomas e identificar se a terapia hormonal continua sendo uma opção segura para a paciente.
Compreender a causa dos efeitos adversos é fundamental para avaliar se o tratamento pode ser ajustado ou retomado com segurança, ou se outras alternativas terapêuticas são mais adequadas.
Como avaliar a experiência e a credibilidade da médica antes da consulta?
As avaliações de outras pacientes ajudam a compreender a experiência no nosso atendimento, especialmente em aspectos relacionados à clareza das orientações e o acompanhamento ao longo dos programas de tratamento.
Uma paciente compartilhou que sua trajetória após os 40 anos “se tornou muito mais leve”. Em outras avaliações, o reconhecimento se estende à nossa equipe. São relatos que refletem um aspecto essencial de valores inegociáveis na clínica: a continuidade do cuidado, o acolhimento e a atenção individualizada.
Além das avaliações, confira a formação da médica, seu registro de qualificação de especialista (RQE) e como funciona o acompanhamento durante o tratamento.
Perguntas frequentes
Reposição hormonal aumenta o risco de câncer de mama?
A resposta é: depende. Se a reposição hormonal for bem indicada e bem conduzida, esse risco é nulo. Entretanto, o risco pode aumentar a depender do tipo de hormônio, da via de administração e do perfil de saúde de cada mulher. Por exemplo, mulheres que já tiveram câncer de mama têm contraindicação absoluta para a TRH.
Com os exames de precisão, genéticos e de metabolômica, no Programa Ascenda Omnia - Saúde de Precisão, vemos como os hormônios circulam, são metabolizados e eliminados no corpo, passando a ser mais uma estratégia individualizada que guiará a decisão clínica em casos mais complexos.
Por quanto tempo é necessário manter a reposição hormonal?
Não existe um prazo fixo para suspender a reposição. A decisão de continuar é revista com exames e acompanhamento ao longo dos anos.
O acompanhamento médico deve ser contínuo, com as avaliações da saúde com exames e investigação de surgimento de condições clínicas que possam necessitar a revisão ou continuidade do tratamento.
Por que procurar uma geriatra logo após os 40 anos?
A Geriatria moderna constrói a reserva funcional a partir dos 40 anos, atuando na promoção da saúde e prevenção de doenças associadas ao avançar da idade.
A mulher após os 40 anos, que inicia a fase do climatério e perimenopausa, já merece esse olhar sistêmico e funcional, com intervenção precoce no declínio hormonal e na flexibilidade metabólica.
O foco é preservar a saúde óssea, a massa magra e otimizar a energia celular.
Procurar uma geriatra que atua na saúde da mulher é a forma mais estratégica de envelhecer com autonomia e independência.
A consulta é coberta por convênio médico?
O atendimento é exclusivamente particular, com um modelo de cuidado que prioriza o tempo, a escuta e a profundidade da avaliação clínica. As consultas duram uma hora e meia, permitindo uma investigação abrangente e individualizada, acompanhamento por meio dos programas de tratamento, além da disponibilidade e acesso contínuo à equipe.
Os valores e as formas de pagamento são informados no primeiro contato.
É preciso levar ou fazer exames antes da primeira consulta?
Se você já realizou exames, é importante disponibilizá-los à equipe antes da consulta. Durante o acolhimento inicial, a enfermagem reúne seu histórico de saúde e organiza os resultados disponíveis para avaliação médica.
A partir dessas informações, a médica poderá solicitar exames complementares, quando necessários, permitindo uma investigação mais direcionada e um melhor aproveitamento do tempo da consulta.
Você não precisa ter exames recentes para agendar. A equipe orientará cada etapa conforme suas necessidades.
Atendimento médico no Jardim Paulista: informações e agendamento
Os atendimentos são realizados com agendamento prévio e a clínica fica localizada na Rua Dr. Sampaio Ferraz, 82, no Jardim Paulista, em São Paulo.
Se você está na perimenopausa ou na menopausa e deseja compreender melhor as mudanças que está vivenciando, uma avaliação médica individualizada pode ajudar a identificar suas necessidades e definir os cuidados mais adequados para essa fase.
Para informações sobre disponibilidade, valores e agendamentos, entre em contato com nossa equipe pelo WhatsApp (11) 93350-0333.
Dra. Karol Thé
Médica — Clínica Médica, Geriatria e Medicina da Dor · CRM-SP 109161 · RQE 92735 (Clínica Médica) · RQE 92736 (Geriatria e Gerontologia) · RQE 927351 (Medicina da Dor)
Médica com pós-graduação em Endocrinologia e Nutrologia. Atua no cuidado integral à saúde e à longevidade feminina, integrando diferentes áreas da medicina para uma avaliação abrangente das mudanças hormonais, metabólicas, musculares e cognitivas durante a perimenopausa e a menopausa.